Chave de Identificação de Rochas e Minerais
Identifique um mineral a partir de propriedades que você pode testar em casa: dureza, traço, brilho, clivagem, densidade relativa, magnetismo e reação a ácido. Lista todos os minerais correspondentes e qual teste fazer a seguir.
Chave de Identificação de Rochas e Minerais
Informe as propriedades físicas que você pode testar em casa e esta chave lista todos os minerais compatíveis com elas, além de indicar qual teste reduz a lista mais rapidamente.
Propriedades de referência
| Mineral | Dureza | Traço | Densidade relativa | Frequência de ocorrência |
|---|---|---|---|---|
| Quartzo | 7 | Branco | 2.65 | Comum |
| Calcita | 3 | Branco | 2.71 | Comum |
| Dolomita | 3.5–4 | Branco | 2.85 | Comum |
| Pirita | 6–6.5 | Preto esverdeado, Preto amarronzado | 4.9–5.2 | Comum |
| Calcopirita | 3.5–4 | Preto esverdeado | 4.1–4.3 | Comum |
| Magnetita | 5.5–6.5 | Preto | 5.1–5.2 | Comum |
| Hematita | 5–6 | Marrom-avermelhado | 5.2–5.3 | Comum |
| Galena | 2.5–2.75 | Cinza-chumbo | 7.4–7.6 | Comum |
| Fluorita | 4 | Branco | 3–3.3 | Comum |
| Gipsita | 2 | Branco | 2.3–2.4 | Comum |
| Halita | 2.5 | Branco | 2.1–2.2 | Comum |
| Talco | 1 | Branco | 2.7–2.8 | Comum |
| Grafite | 1–2 | Preto | 2.1–2.3 | Comum |
| Feldspato ortoclásio | 6 | Branco | 2.55–2.63 | Comum |
| Feldspato plagioclásio | 6–6.5 | Branco | 2.6–2.76 | Comum |
| Mica muscovita | 2–2.5 | Branco | 2.7–3 | Comum |
| Mica biotita | 2.5–3 | Branco | 2.8–3.4 | Comum |
| Horneblenda | 5–6 | Branco, Cinza | 3–3.4 | Comum |
| Augita | 5.5–6 | Branco, Cinza | 3.2–3.6 | Comum |
| Olivina | 6.5–7 | Branco | 3.2–4.4 | Comum |
| Granada | 6.5–7.5 | Branco | 3.5–4.3 | Comum |
| Apatita | 5 | Branco | 3.1–3.2 | Pouco comum |
| Topázio | 8 | Branco | 3.4–3.6 | Pouco comum |
| Coríndon | 9 | Branco | 3.9–4.1 | Pouco comum |
| Barita | 3–3.5 | Branco | 4.3–4.6 | Comum |
| Malaquita | 3.5–4 | Verde-claro | 3.6–4 | Pouco comum |
| Azurita | 3.5–4 | Azul-claro | 3.7–3.9 | Pouco comum |
| Enxofre | 1.5–2.5 | Branco, Amarelo | 2–2.1 | Pouco comum |
| Serpentina | 3–5 | Branco | 2.5–2.6 | Comum |
Documentação
Esta ferramenta é uma chave de identificação para rochas e minerais. Informe as propriedades físicas que você pode testar em casa e ela lista todos os minerais do seu conjunto de referência que correspondem a elas, explica por que os outros foram descartados e sugere qual teste reduziria a lista mais rapidamente.
Por que uma fotografia não é suficiente
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) responde a isso com clareza: rochas e minerais devem ser examinados pessoalmente, de todos os ângulos, porque são extremamente difíceis de identificar a partir de fotografias.
O motivo é que as propriedades que identificam um mineral não são, em sua maioria, visuais. Traço, dureza, clivagem, densidade e reação a ácido exigem manusear a amostra. Nenhuma delas aparece em uma imagem.
A cor, a única propriedade que uma foto mostra bem, é a menos confiável de todas. Só o quartzo ocorre incolor, branco, rosa, roxo, cinza, marrom e preto. Dois minerais da mesma cor podem ser completamente diferentes, e um único mineral pode aparecer em uma dezena de cores. Por isso esta chave dá menos peso à cor e mais peso ao traço.
Os testes
Dureza
A dureza é medida na escala de Mohs, de 1 a 10, definida por dez minerais de referência: talco 1, gipsita 2, calcita 3, fluorita 4, apatita 5, ortoclásio 6, quartzo 7, topázio 8, coríndon 9, diamante 10.
Ela é testada por meio de arranhões. Uma unha tem dureza cerca de 2.5, uma moeda de cobre cerca de 3.5, uma faca ou prego de aço cerca de 5.5, e o vidro de janela também cerca de 5.5. Se a amostra risca o vidro mas não uma lima de aço, sua dureza fica entre 6 e 6.5.
Traço
O traço é a cor do pó que um mineral deixa ao ser esfregado em uma porcelana sem esmalte. Ele é muito mais consistente do que a cor da própria amostra. A hematita é o caso clássico: o mineral pode parecer prateado, preto ou vermelho, mas o traço é sempre marrom-avermelhado.
O teste de traço só funciona para minerais mais macios do que a placa de porcelana, com dureza cerca de 7.
Brilho
O brilho é a forma como a superfície reflete a luz. A principal divisão é entre metálico e não metálico. Os brilhos não metálicos são descritos como vítreo, perolado, sedoso, gorduroso, resinoso, fosco ou brilhante.
Clivagem
A clivagem é a tendência de um mineral se quebrar ao longo de planos lisos, e o número de direções é diagnóstico. A mica se divide em lâminas em uma direção. O feldspato tem duas direções. A calcita tem três, formando romboedros. A fluorita tem quatro, formando octaedros. Um mineral sem clivagem, como o quartzo, quebra formando superfícies de fratura curvas.
Densidade relativa
A densidade relativa compara a densidade de um mineral com a da água. A maioria dos minerais comuns fica entre 2.5 e 3. Qualquer coisa visivelmente mais pesada é uma pista importante: a barita tem cerca de 4.5, o que surpreende para um mineral claro, e a galena tem cerca de 7.5.
Ela pode ser medida pesando a amostra seca, depois pesando-a suspensa na água, e dividindo o peso seco pelo peso perdido.
Magnetismo e ácido
A magnetita é fortemente magnética, o que praticamente já a identifica sozinha. Uma gota de ácido clorídrico diluído faz a calcita borbulhar facilmente; a dolomita só borbulha depois de ser raspada até virar pó. Esses dois testes são rápidos e decisivos.
Como a chave funciona
Cada propriedade informada é comparada com valores de referência. Um mineral permanece na lista somente se nada do que foi observado o contradiz. Propriedades não testadas nunca são usadas contra um mineral, de modo que um conjunto parcial de testes ainda fornece uma resposta útil.
A ferramenta nunca informa uma porcentagem de confiança, porque não há forma honesta de calcular uma a partir de alguns testes manuais. Ela informa quais minerais continuam sendo possíveis.
Exemplo
Uma amostra é escura e tem aparência metálica. Pela cor apenas, permanecem em aberto magnetita, hematita, galena, grafite e vários outros minerais.
Esfregá-la na porcelana produz um traço marrom-avermelhado. Esse único teste descarta todos os candidatos, exceto a hematita, seja qual for a aparência da amostra.
Se o traço fosse preto e a amostra fosse fortemente magnética, a resposta teria sido magnetita em vez de hematita.
Perguntas frequentes
Um aplicativo consegue identificar minha rocha a partir de uma foto?
Não de forma confiável. Nenhum estudo publicado mede a precisão de modelos gerais de imagem em fotografias comuns de minerais, e os números de precisão citados por aplicativos de consumo vêm do marketing das próprias empresas. Os modelos de pesquisa que realmente funcionam bem recebem a dureza como uma entrada separada, justamente porque a imagem sozinha não é suficiente.
Por que a ferramenta às vezes deixa vários minerais na lista?
Porque os testes informados realmente não os diferenciam. Dureza 7, sem clivagem e traço branco correspondem tanto ao quartzo quanto à granada; suas densidades são diferentes, então medir a densidade relativa resolve a questão.
Minha rocha não corresponde a nada. Por quê?
A maioria das rochas é uma mistura de vários minerais, e não um único mineral. O granito, por exemplo, contém quartzo, feldspato e mica juntos. Teste um grão individual, e não a rocha inteira.
É possível fazer uma avaliação de valor a partir dessas propriedades?
Não. O valor depende da qualidade, do tamanho, da forma do cristal e da localidade, nenhum dos quais pode ser deduzido de uma lista de propriedades. Qualquer espécime que possa ser valioso deve ser examinado por um avaliador profissional ou por um departamento de geologia de uma universidade.
Quantos minerais esta ferramenta cobre?
O conjunto de referência reúne os minerais formadores de rochas e colecionáveis mais comuns que um iniciante provavelmente vai encontrar. Espécies mais raras exigem uma referência mineralógica completa e, muitas vezes, análise em laboratório.